Luz para a inteligência, Calor para a vontade

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Paraíso Perdido (Teatro da Vertigem - trailer)

* A queda dos anjos e dos homens retratada da maneira mais comovente e simbólica que você poderia imaginar...

O Livro de Jó (Teatro da Vertigem - trailer)

* As dores de Jó retratadas duma maneira que você nunca viu...

Apocalipse 1,11 (Teatro da Vertigem - trailer)

* Uma história de pragas, bestas e tormentos...

Nossa Programação para Agosto

Programação de nosso blog para Agosto/2014

Neste mês de agosto planejamos, antes de mais nada, concluir a postagem da obra "No país das maravilhas: A gnose burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho", de Orlando Fedeli. Feito isso (que já não nos deve tomar mais que alguns poucos dias), iniciaremos um plano de estudos pelo qual todos os dias da semana postaremos um capítulo de um livro diferente, estudando, assim, 7 livros simultaneamente, a cada semana. Os 7 livros com os quais iniciaremos serão os seguintes:

- "Convite à Filosofia", de Marilena Chaui;

- "Pálido Ponto Azul", de Carl Sagan;

- "A Formação Social da Mente", de Lev Vygostky;

- "O Amor que Acende a Lua", de Rubem Alves;

- "Dez Leis para Ser Feliz", de Augusto Cury;

- "Perto do Coração Selvagem", de Clarice Lispector;

- "O Homem que Calculava", de Malba Tahan.

Acompanharemos a publicação dos capítulos dessas obras também com imagens reflexivas, pensamentos, vídeos (documentários, aulas, etc), dicas de livros, eventuais posts extras, etc.

A todos um bom proveito!

Rodrigo Antônio.








quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pensamentos - DCC


"Somos como o caracol, a quem a natureza, porque lhe negou olhos, concedeu duas pontazinhas com que vai apalpando o caminho e levando juntamente a sua casa às costas. Assim a nossa alma, levando a casa portátil do seu corpo, vai caminhando por este mundo e se sabe alguma coisa não é porque veja claramente a verdadeira luz, senão porque apalpa com as duas pontas, uma do discurso, outra da experiência."

(Manoel Bernardes, in 'Exercícios Espirituais', Lisboa: 1686, vol. I, p. 304)

Pensamentos - DCXCIX


"Um problema bem definido é um problema meio resolvido."

(Charles F. Kettering)

No País das Maravilhas (Fedeli) - 58


SEXTA PARTE: A SEMPRE VIVA


Palavras de Julio Lopes Tejada dirigidas a João Luiz Vidigal num foro de discussões:

"JC  [O atual Monsenhor, e Doutor pelo Angelicum, João Scognamiglio Clá Dias], baseado no princípio dos círculos concêntricos dado por Dom Chautard em seu magnífico livro “A alma de todo apostolado”, reune um grupo de ‘fervorosos’, ou como você muito bem classificou em um de seus posts, um grupo de ‘dictadores do bom espírito’. João Clá notificou da iniciativa a Zayas, a Kallás, ao Dr. Duca, os irmãos João Carlos e Celso Luis, e a mim, que éramos os quidams [dirigentes] dos grupos dos que tinham sido selecionados os integrantes do grupinho.

"Alguém fez algum reparo sobre a iniciativa, e JC [João Clá] respondeu: o SDP [Senhor Doutor Plínio] está sabendo disso. Ele aprova. A ‘bucha’ [A Burschenschaft, sociedade secreta brasileira fundada por Júlio Frank] usa esse método desde os tempos de Moisés (ainda que nessa época não se chamasse bucha...). Ela o usou contra Nosso Señor, ou os srs. pensam que aquéles judeus fariseus que acusavam Nosso Señor perante Pilatos não fazíam parte de um grupo organizado? O mesmo se fez na Revolução Francesa e daí para fora. Se a revolução usa, porque nós não usaremos? Sejamos astutos como a serpente…”

"O grupinho ficou assim oficializado. E começou a atuar. JC [João Clá] no PS [Praesto Sum, êremo da TFP] deu uma reunião – de treinamento para mostrar aos entrosados como se podía fazer uma dupla leitura do que se dizia numa reunião qualquer e como se podia passar uma prancha [ordem secreta] em um plenário alheio ao grupinho. Explicando desse modo para os não entrosados inclusive, certas coisas. Que ele por falta de tempo, algumas vezes devería passar as ‘pranchas’ [ordens em código] assim, em plenário”.

Confissão de Dr. Plínio:
“Quando se demonstrou que uma associação é estruturada conforme o detestável princípio do segredo e das iniciações, pode-se supor tudo a seu respeito”.
(Plínio Corrêa de Oliveira, Fundador da seita secreta A Sempre Viva, in Imbroglio, Détraction, Délire, Ed. Tradition, Famile Propriété, Asnières, França, 1980, vol. I, p. 160)

* * *

1 – TFP, Arautos do Evangelho e a sociedade secreta A Sempre Viva

Termos em código, temas “parâmicos”, doutrinas reservadas a serem mantidos em segredo, organização em círculos concêntricos, tudo isso indicava que, por trás da TFP, como agora entre os Arautos do Evangelho, devia haver, e há, uma sociedade secreta.

Seguidores de Plínio não admitem que a Sempre Viva fosse uma sociedade secreta; ela teria sido uma “Família de Almas” totalmente desconhecida dos demais membros da TFP, mera sociedade civil, dentro da qual vicejava escondida uma sociedade parasita e… tão secreta quanto um câncer.

Dr. Plínio fora aluno dos jesuítas, no Colégio São Luis… Desde os primeiros anos de sua atividade como líder pseudo-católico, Plínio organizara seus grupos sempre tendo internamente um grupo secreto que controlava um círculo maior dos ingênuos. Assim, em seu primeiro grupo de seis pessoas, ele organizara uma sociedade secreta, que ele chamara de A Anônima, formada por quatro elementos.

Por isso, o “Idôneo” Átila Sinke Guimarães escreveu:
"Essa sociedade civil [a TFP] com objetivos claros e definidos, teve origem pela ação natural das circunstâncias em uma família de almas na qual uma semente de perfeição religiosa havia caído, já há muito tempo, mas ainda hoje não germinou inteiramente, nem definiu ainda os seus contornos.
“Com efeito, desde os primórdios dessa família de almas, pelos idos de 1930, e já no Grupo dos Congregados Marianos do qual resultou mais tarde a fundação da TFP (26 de Julho de 1960), havia entre seus membros um pendor de alma muito frequente, que consistia na aspiração de transformar-se em um instituto religioso, ou de entrar em bloco em algum instituto já existente, cuja família de almas fosse afim com a sua" (Átila Sinke Guimarães, Servitudo ex Caritate. Serviço datilográfico da TFP, editado e impresso por Artpress, São Paulo, 1985, p. 158).

“Família de Almas” será a expressão para designar, em código, a Sempre Viva, e por extensão designava também as sociedades secretas anteriores que Plínio fundara desde os anos de 1930, entre os Congregados Marianos que reunira.

Seu grupo inicial permaneceu longo tempo muito reduzido, um tanto estranho, e muito reservado. Ele inicialmente fazia reuniões na Rua Martim Francisco, onde morava o Cônego Antônio de Castro Mayer. Depois, ao receberem dois apartamentos num edifício da Rua Vieira de Carvalho, doados a eles, depois da morte de  um membro do grupo inicial, este passou a se denominar corriqueiramente como o grupo da Vieira de Carvalho. Como na Maçonaria, se designam as lojas com o nome de Loja da Rua Tal, assim também sempre foi costume na TFP: as várias sedes sempre eram designadas como grupo da rua Tal ou da rua Tal outra. E sua gíria interna senpre teve termos usados na Maçonaria.

O Grupo de Plínio que dirigia o semanário O Legionário, manteve-se bem pequeno até a década de cinqüenta. Ele cresceu repentinamente, quando o Cardeal Dom Carlos Vasconcelos Motta, – apelidado por Plínio de “o Reca”, [diminutivo de Recafredo, nome de um Bispo visigodo traidor, que ajudou os mouros maometanos conquistarem a Espanha] – exigiu que a Santa Sé expulsasse do Brasil o Padre Walter Mariaux S.J. Esse jesuíta organizara uma sociedade secreta por trás da Congregação Mariana que ele dirigia, no Colégio São Luis. Essa sociedade secreta de estudantes tinha vários círculos concêntricos, desconhecidos dos grupos exteriores: os GCR (Guerreiros de Cristo Rei); os AR (Amigos do Rei, que iam ser padres)…
E assim por diante.

Antes de partir para a Europa, por intermediação de Frei Jerônimo Van Hinten O. C., Padre Mariaux deixou toda a sua sociedade secreta a Dr. Plínio. Este aceitou a “doação”. Depurou o grupo secreto de Padre Mariaux, selecionando uns doze membros de jovens pertencentes a famílias ricas. Esses doze membros vieram a formar o Grupo da Rua Martim Francisco. Hoje, eles formam o Grupo dos Provectos da TFP, traídos e despojados que foram, após a morte de Dr. Plínio, pelo oportunista João Scognamiglio Clá Dias, que se tornara a menina dos olhos de Dr. Plínio, o atual Padre Superior dos Arautos do Evangelho.

A partir da nomeação de Dom Mayer como Bispo de Campos, Dr. Plínio planejou fundar um mensário que lhe permitisse lançar um movimento visando influir na política brasileira.

O mensário Catolicismo, oficialmente da Diocese de Campos, no calorento Estado do Rio de Janeiro, era, de fato, feito e dirigido por Dr. Plínio, e lhe serviu de trampolim para o crescimento do Grupo de PCO, sempre diminuto. O mensário Catolicismo deu azo a que PCO organizasse Semanas de Estudos de Catolicismo, reunindo simpatizantes de todo o Brasil. Na realidade, era um grupo ainda bem pequeno. Foi nessa fase que nós mesmos fomos levados ao Grupo de Catolicismo.

Dr. Plínio fora nosso Professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, da PUC, nas Perdizes.

Ele fora nomeado, ainda na década de 30, depois de ter acabado seu mandato de Deputado da Constituinte de 1934, como Professor de História – sempre sem concurso e sempre por indicação política – na Cadeira de História da Faculdade de Direito de São Francisco, cadeira fundada por Júlio Franck – o fundador da sociedade secreta maçônica, a Burschenschaft.

Anos depois, Dr. Plínio fora nomeado, sem concurso e sem jamais ter estudado História, Professor da Faculdade Sedes Sapientiae, faculdade destinada a formar professoras, como também foi nomeado politicamente para lecionar História Moderna e Contemporânea na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, da PUC, onde ele foi nosso Professor, em 1952 e 1953.

Foi nesse tempo que nos aproximamos dele. Foi então que ele nos convidou para participar de um Curso de Filosofia da História na Sociedade Joseph de Maistre, que funcionava num apartamento da Rua Vieira de Carvalho. Desse Curso, ia nascer o Grupo do Edifício Stella Maris, na Praça da Sé, ao lado da Catedral, grupo esse dirigido por membros do Grupo da Rua Martim Francisco, especialmente por Plínio Vidigal Xavier da Silveira.

Começamos, nós mesmos a lecionar História em colégios estaduais. Logo no primeiro ano de nosso trabalho, levamos a Dr. Plínio entre cinqüenta e sessenta rapazes que conhecêramos num Colégio da Rua da Mooca e noutro Colégio do Ipiranga. Entre eles estava também João Scognamiglio, que era então coroinha, na Igreja de Santa Edwiges, perto de São João Clímaco.

Nesse grupo inicial de uns sessenta membros, João Clá - como nós o chamamos para evitar o nome um tanto ridículo e bem profético de Scognamiglio, - era apagado, no meio de um grupo brilhante. Ele se salientava por cantar bem um canto da Missa de defuntos. Para enterrar alguma coisa boa, ninguém como Scognamiglio. Salientava-se ele por brincadeiras desleais, que nos desagradavam pelo espírito de fraude que as caracterizava. No mais, ele era apagado. Ouvia bem. Falava pouco. Era até mais que tímido. Parecia medroso em meio a um grupo valente. E era oportunista e intrigante.
Acabou ficando tão mentiroso que se dizia que, quando ele por acidente dizia uma verdade, ficava vermelho de vergonha.

Dr. Plínio exultava com o afluxo de membros novos para seu Grupo mirrado. De 1928 a 1956, ele conseguira reunir 18 pessoas.

De repente, chegavam-lhe sessenta novos membros de origem popular, e descendente de imigrantes. De italianos. De “carcamanos”, como dizia ele. Mas, ao mesmo tempo, ele se orgulhava desse afluxo, que provava para o que ele chamava de “elite” paulista,  de famílias paulistas “quatrocentões” do Jardim Europa, que Dr. Plínio alcançara penetração popular, entre famílias proletárias…

Ele se vingava de uma esterilidade apostólica, que durava quase trinta anos...

Claro que o grupo de jovens que formamos, e que ele fez ter sede e reuniões numa casa da Rua Aureliano Coutinho, por ser de origem muito popular e pobre, jamais foi convidado a conviver com os Grupos da Rua Martim Francisco e da Rua Vieira de Carvalho. Muito menos, os membros da Aureliano foram convidados a participar dos grupos secretos que já existiam por trás do Jornal Catolicismo, e dos quais desconhecíamos a existência. Nem desconfiávamos, então, que pudessem existir tais grupos secretos. Pessoalmente, soube-o muitos anos depois. Dr. Plínio me detestava porque “o Professor Fedeli”, conto como me transmitiram, disse-o Padre Davi Franceshini, “jamais compreenderia as maneiras aristocráticas e francesas de Dr. Plínio, que, até os 16 anos, andava de mãos dadas com um primo, pelas ruas de Higienópolis.

Assim nos contaram isso, muito anos depois de termos deixado a TFP.

De todo modo, quer fosse por falta de educação… afrancesada, quer fosse por termos um caráter por demais franco e aberto, jamais fomos considerados por Plínio como possível membro de uma de suas sociedades secretas.  Pelo quê, damos graças a Deus. Falávamos francamente demais. Conosco era impossível impor segredos.

Depois de sete anos, dirigindo o grupo de jovens da Aureliano Coutinho – grupo que crescera muito, e até demais, segundo PCO – ele armou uma conspiração para nos alijar da Aureliano. Contamos isso num livro intitulado Por trás do Estandarte. A Sempre Viva: Seita Secreta da TFP. Livro que nunca conseguimos publicar. Mais recentemente, um aluno conseguiu se apoderar dele, e sem permissão nossa o colocou na internet. Claro que não nos responsabilizamos com o texto furtado e posto na internet sem revisão nossa.

Portanto, depois de termos atraído e formado centenas de membros da TFP, dizia-se que eram metade da TFP , descobrimos o culto secreto que PCO organizara para si mesmo e para sua mãe, na década de 60, por meio de Scognamiglio, que se tornara seu enfermeiro e discípulo preferido, a quem ele se referia como “o meu João Clá de olhos redondos e andaluzes”. Dizia ainda que João Clá era “o fiel intérprete de seus desígnios”…
Foi mesmo…

Quando escrevemos nosso livro – Por Trás do Estandarte -, contando nossa história no Grupo de Plínio, estava claro, por tudo que soubéramos de cultos secretos, de uso de códigos, e de doutrinas parâmicas, em  círculos discretos por trás da TFP, que, por trás do estandarte devia existir uma sociedade secreta.

O que deduzíramos por lógica ficou comprovado pela confissão de ex-membros da sociedade secreta A Sempre Viva. Esses ex-membros nos deram provas documentais da existência da Sempre Viva, de suas doutrinas e do culto que nela se prestava a PCO e a Dona Lucília. Dr. Plínio nos atacou publicamente por meio de manifestos e artigos na Folha de São Paulo. Respondemos a ele, publicando artigos e documentos na Folha de São Paulo, em entrevistas a muitas revistas e jornais. Publicamos mesmo um trabalho intitulado Descrição de um Delírio, denunciando as práticas do culto secreto a Dr. Plínio e a Dona Lucília, mãe dele (Cujo texto atualizado, faz parte desta nossa publicação).

Inicialmente, PCO procurou negar totalmente a existência desse culto. Depois, lançou uma obra em três volumes intitulada Refutação a Uma Investida Frustra, cujo principal autor foi Átila Sinke Guimarães, que falsificou cartas minhas, obra na qual se procura provar que o culto, que fora antes negado por Dr Plínio, era defendido como lícito, e tendo a aprovação de canonistas e moralistas de peso, como Padre Victorino Rodrigues e Padre Royo Marin, cujos pareceres aprobatórios foram conseguidas… por João Clá.

O “idôneo” Átila reconhece que havia uma distinção real e concreta entre a TFP e a “família de almas” que constituía secretamente a Sempre Viva.

A partir de 1976, se pensou em institucionalizar a TFP na Igreja como Instituto Religioso, mas, levando-se em conta a situação eclesiástica, concluiu-se que “seria impossível fazer qualquer transformação na TFP levando-a a depender das autoridades eclesiásticas” (Átila Sinke Guimarães, Servitudo ex Caritate. Serviço datilográfico da TFP, editado e impresso por Artpress, São Paulo, 1985, p. 159).

Átila acaba dando a entender que havia de fato uma distinção clara entre a TFP e a “familia de almas“ reunida secretamente na Sempre Viva:

“Dada essa situação, a TFP e sua família de almas têm uma característica peculiar. Enquanto associação, a TFP é exclusivamente uma sociedade civil. Seus membros, individualmente considerados, têm liberdade para praticar o que quiserem como católicos. A TFP fica sendo assim um 'locus', onde esses católicos individualmente considerados, exercem sua Religião, seguindo práticas comuns que a Igreja sempre propôs a seus fiéis. As considerações que seguem [no livro de Átila]  não afetam o estado jurídico da entidade como ela é, motivo pelo qual não se referirão ao conjunto dessas pessoas não como TFP, mas como 'família de almas' da TFP” (Átila Sinke Guimarães, Servitudo ex Caritate. Serviço datilográfico da TFP, editado e impresso por Artpress, São Paulo, 1985, p. 159-160).

A TFP era o “locus” no qual se alojava, escondido, o câncer da Sempre Viva, a “família de almas” da TFP.

Como em toda entidade que abriga uma seita secreta, na TFP, existiam duas esferas de membros: a dos iniciados, espertos e oportunistas formando o núcleo secreto da seita, e a esfera dos ingênuos e dos avestruzes da periferia da entidade. Avestruzes eram os que juravam que nada e nunca haviam visto de secreto – Et pour cause! – e podiam sinceramente jurar que nada disso existia, porque desconheciam o que era secreto. E acreditavam muito sinceramente no que juravam. Admitir que havia algo que eles não haviam nem percebido e nem mesmo desconfiado que existia seria admitir terem sido estupidamente enganados. E ninguém é mais cabeçudo que um ingênuo que recusa admitir seu avestruzismo.

Havia também os silêncios amedrontados dos que tinham sido pegos em algum deslize grave, e que o haviam contado a Dr. Plínio em seu escritório, onde ele apertava com o pé, um botão escondido sob o tapete, ligando um microfone, enquanto noutra sala, Scognamglio gravava tudinho, para depois chantagear os incautos… Por isso, muitos egressos da Sempre Viva sempre temerão contar o que sabem, porque João Clá sabe muito de suas vidas…

Apesar de tudo isso acabamos por obter muitos depoimentos de ex-membros da Sempre Viva, depoimentos feitos diante de várias pessoas, ou mesmo em cartório. Um dos depoentes falou durante muitas horas a nós e aos que conosco deixaram a TFP, como também contou tudo o que sabia a Dom Mayer. Que concluía dizendo: “Plínio me enganou durante 40 anos”

Nos vários depoimentos que obtivemos não havia contradições, apenas alguns sabiam mais que os outros. E o que depois foi publicado sobre as doutrinas secretas de Plínio, na revista “Dr. Plínio”, no livro A Inocência Primeva e a Contemplação Sacral do Universo, e nos Jour Le Jour por Scognamiglio, e agora no livro Notas Autobiográficas de Plínio Corrêa de Oliveira, só confirmaram o que descobrimos da Sempre Viva e das estranhas doutrinas secretas de Dr. Plínio. É a coerência e a coincidência completa e objetiva dos depoimentos e documentos que conseguimos com a realidade dos fatos acontecidos e admitidos pelos líderes da TFP,  e por suas publicações que comprovam a veracidade do que acusamos.

Habemus confitentem reum

terça-feira, 29 de julho de 2014

Pensamentos - DCXCVIII


"É interessante observar que os que mais falam, menos têm o que dizer."

(Matthew Prior)

No País das Maravilhas (Fedeli) - 57


Documento IV – Ladainha para João Scognamiglio Clá Dias

João Clá - agora "monsenhor" no Vaticano

(A presente "ladainha" foi entregue ao Professor Orlando Fedeli por um ex-membro dos Arautos do Evangelho, como denúncia do culto absurdo prestado a João Clá entre seus escravos-arautos, continuação da palhaçada que na TFP se passava em relação ao seu ídolo Plínio Correa de Oliveira)

* * *

SS = Senhor Sacral, isto é, dr. Plínio.
SDP = Senhor Doutor Plínio
SDL = Senhora Dona Lucília
RCR= Revolução e Contra Revolução.

Ladainha do Sr. João Clá
(Para recitação privada)

João, o ilustre, rogai por nós.
João, o arqui-eremita, rogai por nós.
João de infatigável zêlo e de indestrutível amabilidade, rogai por nós.
João, que tocou o olifant de uma Contra-Revolução interna, rogai por nós.
João, dotado pela Providência de um carisma especial, rogai por nós.
João das réplicas, rogai por nós.
Modelo de entusiasmo, rogai por nós.
Modelo de dedicação, rogai por nós.
João que vai para frente onde percebe que SS está sofrendo, rogai por nós.
João das boas surpresas, rogai por nós.
João que fala com discernimento dos espíritos, rogai por nós.
João que completa o SDP, rogai por nós.
Incomparável João Clá, rogai por nós.
Insubstituível João Clá, rogai por nós.
Infatigável João Clá, rogai por nós.
Admirável João Clá, rogai por nós.
Filho modelaríssimo do Senhor Doutor Plínio, rogai por nós.
Cicerone do Senhor doutor Plínio, rogai por nós.
Fator de união com o Senhor Doutor Plínio, rogai por nós.
Instrumento abençoado do Senhor Dr. Plínio, rogai por nós.
Bastão da velhice do Senhor Dr. Plínio, rogai por nós.
Causa de imensa alegria para o Senhor Dr. Plínio, rogai por nós.
João que encaminha os outros para o fundador, rogai por nós.
João que tem carisma especial para transmitir o fundador, rogai por nós.
Condestável do Senhor Dr. Plínio, rogai por nós.
Cirineu de Seu Senhor Sacral, rogai por nós.
General do Senhor Dr. Plínio, rogai por nós.
Por quem o SDP agradece a Nossa Senhora por tê-lo posto nas falanges dEla, ao alcance de seu afeto e de seu zelo, rogai por nós.
Crivado de antipatias por glorificar a SS, rogai por nós.
Alter ego do SDP, rogai por nós.
Auxiliar de ouro do SDP, rogai por nós.
Herança da SDL deixada para o SDP, rogai por nós.
Recompensa da SDL à dedicação de seu Filhão, rogai por nós.
Filho especialmente querido pela SDL, rogai por nós.
João que obtém que o coração da SDL toque o nosso, rogai por nós.
Filho dileto da SDL, rogai por nós.
Legado da SDL, rogai por nós.
Orientador das almas, rogai por nós.
Fundador da escola pliniana, rogai por nós.
Inimigo dos inimigos de SS, rogai por nós.
Modelo de humildade, rogai por nós.
João que não bebeu a taça da carreirosa mundana, rogai por nós.
João que aceitou seu sofrimento e valeu-lhe mais do que qualquer apostolado, rogai por nós.
Modelo de entusiasmo, rogai por nós.
Modelo de afeto, rogai por nós.
Modelo de amor, rogai por nós.
Modelo de dedicação infatigável, rogai por nós.
Observador atentíssimo das grandezas do SS, rogai por nós.
Fator que evita ensabugamentos, rogai por nós.
João de admirável fervor, rogai por nós.
Alegria de todos, rogai por nós.
Jó que sofreu e foi provado, rogai por nós.
Chama de fervor, rogai por nós.
Fundador dos êremos, rogai por nós.
Facho de luz do qual vive a TFP, rogai por nós.
Exímio quebrador de friezas, rogai por nós.
João de confiança excepcional, rogai por nós.
João, fogoso, submisso e muito valente, rogai por nós.
Homem do imprevisto, rogai por nós.
Próto-apóstolo da RCR, rogai por nós.
Mestre do apostolado, rogai por nós.
Fonte de alegria, rogai por nós.
Fonte de esperança, rogai por nós.
Místico do SDP, rogai por nós.
João de vocação especialíssima, rogai por nós.
Torre de qualidades, rogai por nós.
Grande inquisidor, rogai por nós.
Enfant gatê de Providência, rogai por nós.
Grande lutador do SDP, rogai por nós.
Filho da fidelidade, rogai por nós.
João que está confirmado na vocação, rogai por nós.
Modelo de virtude, rogai por nós.
Brilhante cruzado espanhol, rogai por nós.
João que aceitou e padeceu aquilo que tinha de padecer sem uma queixa, rogai por nós.
João que representa a fidelidade do SDP a ele mesmo, rogai por nós.
Por quem o SDP agradece a Maria Santíssima todo o bem que ele fez à causa, rogai por nós.
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