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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O Carnaval


Embora tenha anos de tradição no Brasil e no mundo, o carnaval não começou com escolas de samba desfilando pelas ruas e mulheres bonitas sambando com fantasias super produzidas. 

A história da festa que hoje mobiliza milhares de pessoas durante o ano tem início controverso: alguns dizem que já existiam comemorações parecidas nas sociedades greco-romanas e egípcias da antiguidade, e outros argumentam que o verdadeiro carnaval nasceu na Idade Média, com o surgimento da Quaresma criada pela igreja Católica. 

Segundo o pesquisador Felipe Ferreira, autor de "O livro de ouro do carnaval brasileiro", as comemorações pagãs antes de Cristo foram precursoras de todo tipo de festa publica e não apenas do carnaval. Em seu livro, ele escreve que as festas em homenagem à deusa Isis ou ao deus Baco, por exemplo, incluíam pessoas mascaradas, bebidas e outros excessos. Mas foi só nos primeiros séculos da era cristã que há relatos mais detalhados de festas que juntam máscaras, fantasias e desfiles. 

Segundo ele, nesse sentido, o conceito de carnaval é duplo, podendo significar tanto um espírito festeiro, que pode se manifestar em qualquer época do ano, quanto o carnaval em si. “Em suma, no carnaval existe carnavalização, mas nem toda carnavalização é um carnaval”, escreve.


Antes da Quaresma... 

No ano de 604, o papa Gregório I definiu que, num período do ano, os fiéis deveriam se dedicar exclusivamente às questões espirituais. Seriam 40 dias em que se deveria evitar sexo, carnes vermelhas e festas. Isso passou a ser chamado de 'Quaresma', e o primeiro dia dela se chamaria ‘quarta-feira de cinzas’. 

Aconteceu que os dias antes dessa quarta-feira começaram a ser de intenso consumo de carnes, bebidas e de festa. A esse período deu-se o nome de ‘adeus à carne’, ou ‘carne vale’ em italiano, que, depois, passou a ser carnaval. A palavra virou sinônimo do que seria uma espécie de antônimo da Quaresma. 

“As ruas enchiam-se de gente fazendo tudo aquilo que não se devia ou não se podia fazer durante o resto do ano. [...] O que dava o caráter especial ao carnaval era a grande concentração de brincadeiras num mesmo período, a proximidade com a longa abstinência com a Quaresma e o fato de a coisa toda ter dia e hora marcados para acabar”, escreve Felipe Ferreira. 

Os dias de festa antes da Quaresma passaram a ser apoiados, embora não oficialmente, pela própria igreja, que dessa maneira podia cobrar mais rigor religioso no período pós-folia. 

Durante a Idade Média, o 'bota-fora' para a Quaresma tinha máscaras e fantasias. As mais comuns eram de urso e de homem selvagem. Em peças teatrais, que se tornaram uma das principais atrações das comemorações carnavalescas, o 'Senhor Carnaval' lutava contra a 'Dona Quaresma'. Nessa época, os jovens eram os grandes organizadores das brincadeiras de carnaval, formando grupos (as 'sociedades alegres') e se apresentando na cidade. 

Com o passar do tempo, as festas antes da Quaresma tornaram-se mais elaboradas e elitizadas. Em Veneza, por exemplo, a temporada passou a começar no início de janeiro. No período iluminista, até óperas celebravam o carnaval italiano e os mascarados andavam por toda a parte de Veneza. Na França, o rei Luis XIV comandava ele próprio bailes nos salões reais. 

Mas a invenção do carnaval como o conhecemos hoje, com bailes e desfiles de fantasiados, aconteceu na Paris do séc XIX, mais precisamente em 1830. “Os donos do poder parisiense rapidamente perceberam os prazeres e as lucrativas negociações que poderiam resultar das festas carnavalescas” escreveu Felipe Ferreira. A burguesia parisiense passou a patrocinar os maiores bailes a fantasia da temporada e surgiu a noção de mistura entre as classes sociais. Foi esse modelo de carnaval que mais tarde seria adotado no Brasil. 

No Brasil 

Os festejos nos dias que antecediam a Quaresma no Brasil recém-colonizado aconteciam da maneira lusitana. As brincadeiras se chamavam 'entrudo' e consistiam em jogar água, pós, perfumes e outros líquidos, ovos, sacos de areia, entre outras coisas sobre os pedestres.


A brincadeira era considerada violenta e chegou a deixar mortos no país. "Isso mudou no começo do século XIX, quando o país foi se tornando mais desenvolvido, e quis se livrar do passado português. Uma das formas de se distanciar da ex-metrópole era acabar com esse costume do entrudo, que era considerado ultrapassado, selvagem e grosseiro. Para isso, a burguesia do Rio de Janeiro procurou um modelo sofisticado de carnaval, que na época era o de Paris, com bailes e desfiles de carruagens", explicou Felipe Ferreira. 

Mas, segundo ele, essa presença de um novo tipo de carnaval, ao invés de acabar com as festas de rua, com o 'entrudo', fez uma mistura que não é nem só da elite nem só popular. "Começam a surgir formas de organização variadas como blocos, clubes, cordões e ranchos, que vão fazer com o que o carnaval carioca, que influencia o carnaval do Brasil todo, fique diferente dos carnavais de qualquer outro país", diz Ferreira. 

Comemorado em Portugal desde o século XV, o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil e em finais do século XVIII era já praticado por todo o território. Consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da côrte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira, através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira. 

Em finais do século XIX, toda uma série de grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados indiscriminadamente de cordões, ranchos ou blocos.

Chiquinha Gonzaga

Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. 

Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos baile de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte. 

Atualmente, no Rio de Janeiro e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba. 

O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, Marquês de Sapucaí  como é chamado o sambódromo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem em São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Manaus e em Vitória. Além de cidades do interior, como: Uruguaiana e Guaratinguetá. 

Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os bailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas. 

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem às ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi. 

O carnaval de rua do Rio de Janeiro, cidade que fundou o carnaval de rua brasileiro, figura no Guinness Book como o maior carnaval do mundo, após ter permanecido durante décadas no marasmo.


A Corte Carnavalesca 

Corte real é o nome dado ao cortejo do carnaval, composto pelo rei momo, rainha e princesas do carnaval. sendo realizados em todos o Brasil, de formas diferentes, sendo organizados em concurso, por ligas de carnaval e instituições públicas, ligadas ao turismo, como a Riotur. 
Dionisius ou Baco,
o deus do vinho e das festas

O Rei Momo - personificação de Dionísios - é considerado o dono do Carnaval, quem comanda a folia, possuindo uma personalidade zombeteira, delirante e sarcástica. Vindo da mitologia grega, é filho do sono e da noite, sendo expulso do Olimpo porque tinha como diversão ridicularizar as outras divindades. foi escolhido para decidir qual deus, entre Zeus, Atena e Poseidom poderia fazer algo bom. Mas botou defeito em todas as criações. 

Hoje existe concurso para a escolha do Rei Momo em várias cidades do Brasil. sendo o mais noticiado o do Carnaval do Rio de Janeiro. Para ser rei-momo é preciso ser muito simpático e esbanjar alegria, além de pesar no mínimo 120 quilos. Esta última exigência vem sendo abandonada nos últimos anos, considerando-se os problemas de saúde causados pela obesidade, sendo que em 2004, um candidato magro acabou-se eleito como rei-momo, devido a mudança do peso pelos organizadores.

Rainha e princesas são as que cortejam a folia, junto com o rei momo, sendo que as princesas um dia podem também se tornar rainhas ou madrinhas de bateria. Em alguns lugares, rainhas e princesas também desfilam ao mesmo tempo, como rainha ou madrinha de bateria. Algumas rainhas e princesas do carnaval que foram e viraram rainhas e madrinhas de bateria: Ana Paula Evangelista, Bianca Salgueiro, Cristiane Alves, Shayene Cesário e Jéssica Maia. 


Indústria do carnaval 

Indústria do carnaval é o nome dado ao conjunto de atividade para produção de fantasias, adereços, materiais para os carros alegóricos. Na maioria empregos informais para milhares de costureiras e artistas populares. São atividades que, segundo dados de 1997, movimenta anualmente cerca de 13 bilhões de reais e gera mais de 300 mil empregos. Só as escolas de samba do grupo especial gastam cerca de 100 milhões de reais em matérias primas — sem contar salários e serviços — para pôr seu enredo na avenida.


As escolas de samba do Brasil 

A Deixa Falar foi a primeira escola de samba do Brasil. Ela foi fundada em 18 de agosto de 1928, na cidade do Rio de Janeiro, por Nilton Basto, Ismael Silva, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estréia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação. O termo “escola de samba” foi usado, pois na rua Estácio, onde aconteciam os ensaios, havia uma Escola Normal. A escola de samba Deixa Falar funcionava ao lado desta Escola Normal. 

A Deixa Falar fez muito sucesso entre os moradores da região. Ela acabou por estimular a criação, nos anos seguintes, de outras agremiações de samba. Surgiram assim, posteriormente, as seguintes escolas de samba: Cada Ano Sai Melhor, Estação Primeira (Mangueira), Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Para o Ano sai Melhor. 

Nestas primeiras décadas, as escolas de samba não possuíam toda a estrutura e organização como nos dias de hoje. Eram organizadas de forma simples, com poucos integrantes e pequenos carros alegóricos. A competição entre elas não era o mais importante, mas sim a alegria e a diversão.


Carnaval de Salvador 

O carnaval de Salvador é um dos mais tradicionais e animados do país. Uma multidão de foliões saem às ruas nos seis dias de festa, marcada por muita alegria. O carnaval ocorre nas ruas da cidade, ocupando uma área urbana de cerca de 25 quilômetros. É também uma grande manifestação popular e cultural, pois reúne uma grande diversidade de estilos, manifestações artísticas e ritmos musicais. 

O carnaval de Salvador é organizado em três circuitos: Osmar (Avenida), Batatinha (região do centro histórico) e Dodô (Barra-Ondina). Há também o desfile dos blocos afros e afoxés. A animação conta também com a participação de blocos de trio, de samba, alternativos, de índios e infantis. A axé music também se faz presente e garante a animação em todos os dias da festa. 

O afoxé é um folguedo típico do estado da Bahia. Dança-cortejo ligada ao candomblé, acontece geralmente na época do carnaval. Resgata os principais aspectos rítmicos, linguísticos e religiosos da cultura africana. 

Blocos Afro são grupos carnavalescos que resgatam nas vestimentas, instrumentos musicais e sonoridade os principais aspectos da herança cultural africana. O Ilê Aiyê é um dos blocos afros mais populares de Salvador. 

Trio Elétrico é uma estrutura musical (sonorização, palco) montada em cima de grandes caminhões. Criação típica do carnaval baiano, anima a festa popular com a participação de músicos de axé. Os trios percorrem as ruas de Salvador arrastando com muita animação milhões de foliões. O trio elétrico mais popular do carnaval de Salvador é o Chiquete com Banana. 

Axé music é um gênero musical que surgiu da união entre o afoxé, maracatu, forró e frevo. É um ritmo tipicamente baiano muito presente na época do Carnaval. O axé espalhou-se pelo Brasil com o sucesso musical de cantoras como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Cláudia Leitte.


Carnaval de Olinda 

O Carnaval de Olinda surgiu no começo do século XX. Sua origem está diretamente ligada ao surgimento de clubes carnavalescos como, por exemplo, Clube Carnavalesco Misto Lenhadores (origem em 1907) e Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas (origem em 1912). Já a tradição dos desfiles de bonecos surgiu no começo da década de 1930. Foi no ano de 1932 que o boneco "Homem da Meia-Noite" foi pela primeira vez para as ruas da cidade animar o carnaval. 

Uma das principais marcas do carnaval de Olinda é o desfile dos Bonecos Gigantes. Confeccionados de madeira, papel e tecidos, estes bonecos são conduzidos pelas ruas da cidade, animando os foliões. Um dos bonecos mais conhecidos e tradicionais é o “Homem da meia-noite”. Estes bonecos são representações de importantes personalidades históricas do Brasil e do mundo. Políticos, músicos, atletas e artistas famosos são transformados, com muito talento e arte, nestes lindos símbolos do carnaval olindense. 

Os desfiles de rua são animados com muito samba e frevo. Embora surgido no Recife, o frevo já faz parte do carnaval de Olinda há várias décadas. É o frevo que anima e contagia os foliões pelas ruas e ladeiras da Cidade Alta.

Todos os carnavais mais de um milhão de foliões participam da festa popular. São aproximadamente 500 grupos carnavalescos que desfilam pelas ruas, principalmente do centro velho de Olinda. Além dos clubes carnavalescos, saem às ruas clubes de frevos, blocos, maracatus, troças, afoxés e caboclinhos. As tradições do carnaval de Olinda representam a mais pura mistura de traços culturais dos povos que formaram a nação brasileira (negros, índios e europeus). O Carnaval de Olinda é um dos mais animados do nordeste brasileiro. O segredo deste sucesso é a grande e animada participação popular.

Ritmos de Carnaval 


Samba 
Mais tradicional ritmo brasileiro, o samba tem raízes em solo carioca e possui letras que falam do cotidiano, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma bem humorada. O estilo envolve turistas de todos os lugares principalmente pela sensualidade das mulatas fantasiadas com plumas coloridas, mas também pelo jeitinho envolvente de sambar dos brasileiros. É dividido em categorias como samba-enredo, pagode, de gafieira, blocos de rua com utilização de instrumentos de percussão, sendo este último o mais comum durante a época de Carnaval.


Baile de máscaras
Tradicional em Veneza, reúne os habitantes da cidade italiana e também turistas para assistirem apresentações teatrais e acrobacias. As comemorações com máscaras foram proibidas no início do século XVII por causa de furtos que aconteciam sem que as vítimas tomassem conhecimento dos criminosos, mas desde 1980 a tradição tem sido revogada com maior segurança garantindo aos foliões mais tranquilidade no momento da festa. O carnaval de Veneza chama atenção não só pelas máscaras como pelas elaboradas fantasias dos foliões.


Frevo 
Famoso no carnaval pernambucano, principalmente em Recife e Olinda, o frevo é um tipo de marchinha acelerada. Possui passos rápidos e complicados com malabarismos e rodopios. Os dançarinos vestem roupas coloridas e uma tradicional sombrinha aberta enquanto dançam. Esta é a marca do estilo, inclusive é também souvenir da capital pernambucana. A origem do nome vem do verbo ferver, já que a dança faz parecer que abaixo dos pés dos dançarinos exista uma superfície quente, impedindo-os de ficarem parados. Muita eferverscência e agitação!


Carnaval de Cádiz
É o carnaval mais famoso da Espanha. Diz-se que os habitantes de Cádiz são bem humorados e por isso verdadeiros foliões. A festa possui atrações com diversos grupos participantes como “Os coros” que andam pelas ruas da cidade cantando tangos, “As comparsas” que cantam músicas comum a vertente emocional e poética. Já “As chirigotas” é o grupo com objetivo de divertir as pessoas e fazendo-as rir sobre temas sociais. “Os cuartetos” cantam paródias e canções populares acompanhados de apitos. E “As ilegales” são grupos de amigos ou famílias que apenas andam a fazer folia sem participar dos outros grupos. Os ritmos são uma mistura de flamenco, ritmos africanos, samba e outros sons latinos.


Axé 
O nome vem das palavras energia, poder e força de um idioma oriundo do oeste da África. Surgido na Bahia na década de 80, até se faz presente em um dos carnavais mais tradicionais do país, em Salvador. São os trios elétricos equipados com grandes aparelhos de som, com poderosos alto-falantes que reproduzem as composições e servem de palco móvel para as bandas de Axé presentes no festival, em sua maioria de origem baiana, envolvendo a multidão de carnavalescos.


Merengue e Bachata
São ritmos provenientes da República Dominicana. O país foi originalmente colonizado pelos espanhóis  mas além de raízes europeias, tradições africanas e latino-americanas também são marcas do país. A celebração do carnaval começa com um desfile que acontece no início da quaresma, assim como no Brasil, e o resultado é uma diversidade de ritmos e personagens como diabos e figuras folclóricas.

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