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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Como realmente ajudar presidiários


- Texto de PAULO DE TARSO IRIZAGA - 

Essa semana muitas revistas da esquerda falante divulgaram aos quatro ventos que uma equipe de alunos de Harvard perdeu um debate para um grupo de presidiários. Na cabeça do pessoal da esquerda brasileira, Harvard ativa as palavras EUA, logo, imperialismo, logo, ricos, logo, burgueses, logo, elite escolarizada, logo direita, logo, precisamos matá-los. Por outro lado, presidiários ativam o estímulo: vítima da sociedade, logo, oprimido, logo, socialmente-excluído, logo, proletário, logo, esquerdista, logo, precisamos canonizá-los.
Se alguém achou um exagero, saiba que é a pura verdade. Convivi anos, e ainda convivo, com vários esquerdistas "de raiz", e é assim que eles pensam. Bom, o fato não podia ser melhor. Numa luta de classes, o lado que representa "o Bem" (a esquerda) venceu.


Ocorre que o fato mais interessante não é esse, mas, como sempre, é aquele que não te contam. Os apenados fazem parte de um projeto que ensina Artes liberais para os presos. Lá eles têm acesso à alta literatura, filosofia, arte, enfim, tudo o que compõem aquilo que se conhece como Letras Clássicas e Humanidades. Os alunos de Harvard, como bons acadêmicos, receberam o que "de melhor há" no esquerdismo, ou seja, teorias de gênero, feminismo, multiculturalismo, desconstrucionismo, queer theory e toda as demais correntes progressistas que compõe a New Left. Em outras palavras, os presidiários tiveram uma educação "burguesa e conservadora", enquanto os alunos de Havard uma instrução "liberal e progressista".
Entendeu agora por que os estudantes perderam?


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Informação importante: A taxa de reincidência em crimes dos presidiários que são alunos do programa é de 2%, enquanto a taxa normal de reincidência de apenados nos EUA é de 40%.
No Brasil, existe um projeto semelhante, chamado Reeducação do Imaginário, promovido pela Comarca de Joaçaba/SC. O projeto, baseado na obra do filósofo Olavo de Carvalho, fundador e editor-chefe do Mídia Sem Máscara, tem sido bastante produtivo. Confira aqui os resultados no artigo Reeducação do Imaginário: primeiras impressões e resultados.
Questionamos a certo preso o seguinte: “Raskólnikov praticou um crime praticamente perfeito, não foi visto por ninguém e provavelmente sairia impune. O que houve? Como acabou preso?” A resposta: “não há crime perfeito doutor. A consciência também fala...”
(Fonte: MSM)

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