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sábado, 9 de abril de 2016

Geografia do Brasil (Schneeberger & Farago) - 3

(Continuação da obra "Geografia do Brasil", 
de Carlos Schneeberger & Luiz Farago)


3. Clima

Uma das primeiras realidades que se evidenciam, quando se examina a colocação no Brasil no planisfério terrestre, é sua localização na faixa intertropical.

Cortado ao norte pela linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio, o Brasil é um país quase inteiramente tropical. Cerca de 92% do seu território se localiza na zona intertropical. Justifica-se pois a famosa frase musical de Jorge Ben Jor: “Moro num país tropical”. 

Sua localização na área de maior aquecimento solar da superfície terrestre é responsável, juntamente com outros fatores, pela predominância dos climas quentes, mas que apresenta variações e dá origem a vários subtipos climáticos, em função da altitude, da continentalidade (maior ou menor distância em relação à costa) e da maritimidade que favorece a visita constante das massas de ar, de origem tanto tropical como polar.

Do ponto de vista físico, dois fatores são responsáveis por ser o clima brasileiro predominantemente tropical: 
- Sua posição geográfica na faixa intertropical. 
- A modéstia de seu relevo, na sua quase totalidade, com altitudes inferiores a 1.300 m, com muito pouca influência na caracterização climática geral do país.

Apenas a região Sul foge à regra, não chegando, porém, nem a se caracterizar seu clima como tipicamente temperado, sendo muito mais de transição (subtropical), nem a influir decisivamente no quadro geral dos climas brasileiros, já que essa região abrange pouco mais de 10% do nosso território.

E o que é afinal a tropicalidade? A tropicalidade se manifesta pelas temperaturas médias anuais elevadas e pela pequena amplitude térmica observada em quase todo o território. 

Características fundamentais dos climas presentes no Brasil: 

I. Equatorial ou tropical superúmido: quente e úmido, com temperaturas médias entre 24 ºC e 26 ºC, amplitudes térmicas pequenas de até 3 ºC e chuvas abundantes superiores a 2.000 mm/ano. 

II. Tropical: quente e caracterizado pela existência de duas estações no ano, verão chuvoso e inverno seco, exceto para o litoral nordestino, entre Salvador e o Rio Grande do Norte, onde chove no inverno. As médias térmicas variam de 22 ºC a 27 ºC, e a amplitude térmica pode chegar a 5 ºC; as chuvas serão superiores a 1.000 mm, mas variam de região para região. 

III. Tropical de altitude: predomina nas partes mais elevadas do Planalto Atlântico, chegando até o Mato Grosso do Sul. Apresenta médias térmicas menores (18 ºC a 22 ºC) e amplitudes térmicas maiores (até 7 ºC). No inverno, pode apresentar geadas. As precipitações situam-se entre 1.000 e 1.500 mm/ano. 

IV. Semi-árido: quente, com médias térmicas superiores a 24 ºC e pequenas amplitudes térmicas (menores que  3 ºC). As chuvas são irregulares e maldistribuídas, fazendo surgir os polígonos das secas

V. Subtropical: prodomina na região Sul, exceto no norte do Paraná e no extremo sul do Mato Grosso do Sul. É um clima menos quente, com médias térmicas inferiores a 20 ºC, chuvas abundantes e bem distribuídas entre 1.500 e 2.000 mm/ano. No inverno, pode apresentar tempe- raturas negativas e até nevascas. 

Os climogramas são gráficos onde aparecem as caracterísiticas climáticas de determinada área. Contêm a temperatura (linha) média mensal e a quantidade de precipitações recebidas (colunas) em cada mês representando os aspectos climáticos descritos nas definições anteriores.

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