Luz para a inteligência, Calor para a vontade

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Lord Rayleigh (1842-1919)


(Fonte: http://www.cdcc.usp.br/fisica/Cientistas/LordRayleigh.html)

John William Strutt, terceiro Barão de Rayleigh, nasceu em Langford Grove, Maldon, Essex, na Inglaterra, em 12 de novembro de 1842. Ele foi um dos poucos membros da alta nobreza britânica que conquistou fama como cientista.
De constituição frágil, sua educação foi constantemente interrompida por problemas de saúde. Durante sua infância e juventude chegou-se a acreditar que não atingiria a maturidade. Apesar das dificuldades foi admitido no Trinity College, em Cambridge, em 1861, para estudar matemática. Graduou-se em 1865 e no ano seguinte foi eleito "Fellow" (professor) do Trinity College, permanecendo aí até 1871, ano em que se casou.
Ainda em 1871, publicou sua teoria sobre o espalhamento da luz que foi a primeira explicação correta de porque o céu é azul.
Em 1872, foi acometido por uma febre reumática que o obrigou a permanecer o inverno no Egito e na Grécia. Logo após o seu retorno, em 1873, com a morte de seu pai, assumiu o baronato e a administração de suas terras. Em 1876, transferiu essa responsabilidade para seu irmão mais novo e, a partir daí, pode se dedicar inteiramente à pesquisa científica.
Durante sua viagem pelo Egito, Rayleigh iniciou seu livro "A Teoria do Som", um dos trabalhos mais importantes sobre este assunto. O primeiro volume, sobre a mecânica do meio vibrante que produz o som, foi publicado em 1877 e o segundo volume, sobre a propagação do som, no ano seguinte.
Entre 1879 e 1884, foi professor de física experimental em Cambridge. Até a época em que Rayleigh estudava, os alunos não realizavam experimentos. O primeiro contato que Rayleigh teve com o lado experimental da ciência foram as aulas de George Gabriel Stokes, um importante físico e matemático, que realizava demonstrações durante suas aulas teóricas. Isto era uma novidade e estas aulas tiveram grande importância para a formação de Rayleigh. Quando se tornou professor, embora algumas mudanças já houvessem sido realizadas, Rayleigh tomou para si a tarefa de organizar os laboratórios como centros de pesquisa e ensino. Durante este período preparou cursos de laboratório em calor, eletricidade e magnetismo, propriedades da matéria, óptica e acústica.
Depois de 1884, afastou-se para continuar seus trabalhos experimentais em sua residência em Essex. Entre 1887 e 1905 foi professor de filosofia natural na "Royal Institution" da Grã Bretanha.
Suas primeiras pesquisas foram de natureza principalmente matemática, ligadas à óptica e aos sistemas vibrantes, mas seus trabalhos posteriores cobriram quase toda a física da época: acústica, teoria ondulatória, visão das cores, eletrodinânica, eletromagnetismo, espalhamento da luz, hidrodinâmica, densidade dos gases, viscosidade, capilaridade, elasticidade e fotografia. Seus experimentos pacientes e delicados levaram ao estabelecimento de padrões para resistência e corrente e força eletromotriz. Além disso, foi um excelente professor e sob sua supervisão estabeleceu-se um sistema prático de ensino de física experimental em Cambridge.
Lorde Rayleigh foi membro da Royal Society e recebeu muitos prêmios por seus trabalhos científicos. Em 1904, recebeu o Premio Nobel de Física "por suas investigações sobre as densidades dos gases mais importantes e pela descoberta do argônio que resultou destes estudos".
Outras leituras sobre Lord Rayleigh
  1. nobelprize.org - Biografia de Lord Rayleigh
  2. University of St Andrews, Scotland

Nenhum comentário: