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quinta-feira, 9 de junho de 2016

5 mistérios espaciais que podem ter respostas aterrorizantes



Para nossa sorte, as agências espaciais do mundo todo têm esta coisa toda de espaço e universo sob controle, evitando que qualquer coisa que venha lá de fora nos cause algum risco. Ou, pelo menos, é assim que nós gostamos de pensar. Na realidade, mesmo as pessoas mais brilhantes da Terra têm dezenas de perguntas cujas terríveis respostas nos levariam ao apocalipse. Bem… provavelmente não. Mas isso não impede que a nossa imaginação fértil viaje sempre que consideramos estes mistérios espaciais.

1. Existe um planeta extra escondido em nosso sistema solar?

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Há um grande amontoado de detritos no fim do sistema solar, chamado Cinturão de Kuiper, onde Plutão e outros pequenos corpos gelados se localizam.
Os cientistas não tinham certeza do que havia dado origem a essa quantidade enorme de pedaços cósmicos, então eles começaram a fazer simulações de computador com coisas diferentes que poderiam ter deixado o cinturão no caminho observado. Em janeiro de 2016, foi publicado um artigo apresentando uma causa potencial para o fenômeno: um gigante, até então desconhecido, planeta, com 10 vezes o tamanho da Terra, se escondendo em silêncio nos limites do nosso sistema solar.
Argumentos a favor e contra a teoria estão em andamento, mas simulações de computador dão suporte à ideia de que um grande planeta poderia estar fazendo esses agrupamentos de detritos acontecerem.
E como esse planeta escondido poderia nos destruir?
Se existe mesmo um nono planeta até então desconhecido, a Terra pode estar vulnerável a uma invasão surpresa de centauros – mas não os seres mitológicos. Centauros, no espaço, são cometas gigantes de até 100 km de diâmetro. Eles tendem a sair da região do Cinturão de Kuiper. Isso significa que eles não são um perigo imediato, mas podem ser jogados para o interior do sistema solar quando objetos suficientemente grandes passam por perto. Objetos como o hipotético nono planeta.
Caso Hollywood não tenha uma ideia brilhante para nos salvar, um centauro passando muito perto da Terra iria causar estragos. Sua viagem do exterior para o espaço interior e através da nossa atmosfera provavelmente reduziria seu tamanho significativamente, mas a sua desintegração soltaria poeira suficiente para reduzir a nossa luz solar para o nível do luar. Claro, a poeira acabaria cedendo – após 100.000 anos. E isso assumindo que o restante do centauro não impactasse a Terra e destruísse a humanidade.

2. Onde estão todos os planetas interestelares próximos (e para onde eles estão indo)?

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Os planetas do nosso sistema solar são basicamente bolas de espirobol gigantescas balançando a uma distância fixa em torno do sol. Se você gosta de viver, você deve ser muito grato por isso: o ponto calmo e firme que a Terra encontrou em sua órbita nos mantém vivos – nem congelando, nem queimando, e livres de outro planeta com uma órbita em desacordo com a nossa. Mas nem todos os planetas lá fora têm a sorte de ter uma estrela em órbita. Planetas interestelares são os andarilhos do universo, vagando sem restrições pelas galáxias e, ocasionalmente, colidindo com algum sistema solar.
Como eles poderiam nos destruir?
Lembra da órbita acolhedora que a Terra tem? Se um desses planetas órfãos solitários entrasse em nossa vizinhança, é provável que ele estragasse a nossa vida boa. E isso sem sequer falar de uma colisão frontal: a força gravitacional suficientemente grande do planeta errante poderia ser suficiente para tornar a nossa órbita ligeiramente mais elíptica. Isso significaria verões mais curtos e mais intensos quando chegássemos mais perto do sol, seguidos por longos invernos mais frios. Mesmo que as temperaturas da estação quente e fria permanecessem toleráveis, isso muito provavelmente diminuiria a nossa oferta de alimentos o suficiente para causar a nossa extinção.

3. Quando e onde explosões solares vão nos atingir?

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As labaredas solares são explosões de calor, eletricidade e radiação que podem ter até 10 vezes o tamanho do nosso planeta. Elas são desencadeadas a partir da fúria infernal de tempestades solares aproximadamente uma vez a cada década.
Felizmente, erupções solares não vão bombardear o mundo com tempestades infernais de fogo. Claro, elas podem ferrar com nossas máquinas, e é uma super má ideia estar no espaço desprotegido pela atmosfera quando elas chegarem, mas elas não vão nos destruir – embora possam arruinar com o nosso modo de vida. Uma tempestade bastante ruim poderia nos levar de volta à década de 1930.
O que nós pensamos ser tempestades solares são, na verdade, duas coisas diferentes: as próprias erupções, que são basicamente explosões de luz e de alta energia de partículas, e ejeções de massa coronal, que são nuvens gigantes de matéria solar real. Elas viajam por trás das labaredas, como uma bala após o flash de luz de uma arma depois de um tiro. As chamas apenas causam complicações em ondas de rádio em algumas partes da atmosfera, enquanto as EMCs atingem o campo magnético da Terra, provocando auroras magníficas e interrupções desagradáveis em uma grande variedade de tecnologias humanas: coordenadas GPS seriam extraviadas, ondas de rádio de alta frequência ficariam ilegíveis e, claro, o fluxo magnético criaria correntes elétricas que poderiam sobrecarregar redes de serviços públicos inteiras.
Isso realmente aconteceu uma vez: em 1859, a EMC conhecida como o Evento Carrington interrompeu o sistema de telégrafo e outras tecnologias elétricas da época. Este não foi um grande acontecimento então, mas se fosse hoje, tudo entraria em parafuso: aviões, naves espaciais, redes de energia e até mesmo satélites. A partir de 2013, havia 1.071 satélites operacionais lá fora, utilizados para a televisão, navegação, telefones, negócios, finanças, clima. A lista é tão infinita quanto vulnerável.
Felizmente, existem precauções: nós podemos desligar os satélites, alertar as companhias aéreas, proteger as nossas redes de energia contra a sobretensão.
Mas saber quando tomar precauções pode ser um problema. Embora os centros de meteorologia espacial monitorem constantemente o sol, somos muito, muito piores em prever erupções solares do que deveríamos ser. Uma rápida olhada no site do Solar Dynamics Observatory, apoiado pela NASA, irá revelar uma abundância preocupante de frases como “nós ainda não compreendemos totalmente” e “não podemos confiantemente prever”.

4. O que está fazendo o universo acelerar?

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Nós sabemos que há algum tipo de energia lá fora no espaço “vazio” do universo, mas isso é basicamente tudo o que sabemos. Os teóricos calculam quanta energia existe em um pedaço de espaço vazio, então os astrônomos usam fenômenos do mundo real para fazer os mesmos cálculos, e os dois devem corresponder. No entanto, a diferença entre os resultados é de 10 elevado a 121ª potência. Esse é um número com 121 zeros.

Essa grande diferença entre a teoria e a realidade que não temos ideia de como contabilizar é a energia escura. Alguns dizem que é a força oposta à gravidade. Outros afirmam que é um campo escalar semelhante ao campo de Higgs (do famoso bóson). Outros ainda sugerem que é um gigante e constante mar de “energia do vácuo”. Seja qual for a verdade, a “energia escura” parece estar acelerando a expansão do universo.
Os físicos e astrofísicos definem a energia escura como o problema central da física e o maior mistério de toda a ciência. E de alguma forma esta força desconhecida está fazendo o universo se expandir. E expandir é bom. Melhor do que subtrair, de qualquer maneira. Certo?
Não. Se a teoria sobre a antigravidade for verdade, a energia escura é uma força que está trabalhando ativamente para rasgar o universo ao meio. De acordo com a NASA, algo assim pode muito bem estar acontecendo enquanto você lê este texto. Pode acontecer de duas maneiras: O Grande Rasgo, onde tudo se separa de tudo, ou um Grande Moedor, que deixaria toda a matéria junta, como um compactador de lixo gigante. Algumas fontes também fornecem uma terceira opção, onde nada é aniquilado, mas tudo apenas congela.
Felizmente, esses cenários apocalípticos aconteceriam quase certamente milhares de milhões de anos no futuro. Claro, uma vez que os físicos não têm ideia do que está acontecendo lá fora, essa previsão pode não ser exatamente reconfortante.

5. Quando WR 104 vai virar uma supernova?

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Na constelação de Sagitário, a 8.000 anos-luz de distância, encontra-se um interessante par de estrelas conhecidas como WR 104. Elas orbitam entre si, resultando em uma formação de cata-vento cruzado.
Uma destas duas estrelas é um tipo particularmente instável conhecido como Wolf-Rayet. É importante saber também que ela está nos seus últimos momentos. Segundo os cientistas, é seguro dizer que ela vai inevitavelmente virar uma supernova.
E como isso poderia nos destruir?
Quando uma Wolf-Rayet explode, ela explode com um estrondo terrivelmente literal.
Explosões de raios gama são extremamente danosas. Se uma vir em nossa direção, vai ferver nossa camada de ozônio e bombardear nosso planeta com quantidades letais de radiação UV. Quando uma Wolf-Rayet vira supernova, estamos no caminho direto do seu gigante raio da morte espacial. Isso pode destruir até metade da nossa camada de ozônio, deixando-nos com extinções em massa e uma cadeia alimentar quebrada, tudo regado com uma boa torrente de chuva ácida acompanhada de um resfriamento global. E nós também seríamos atingidos por raios cósmicos, deixando todos os seres vivos no caminho de uma boa dose de doenças causadas pela radiação.
“Mas por que devemos nos preocupar com o que acontece em algum ponto longínquo no futuro distante?”, você pode pensar. “A estrela ainda está lá, ainda não virou supernova. Se ela está 8.000 anos-luz de distância, temos pelo menos 8.000 anos restantes”.
É, não é bem assim. Se uma estrela está a 8.000 anos-luz de distância, o que vemos dela já aconteceu 8.000 anos atrás. Pelo que sabemos, WR 104 pode ter virado supernova 7.999 anos e 364 dias atrás, e seu raio da morte poderia chegar aqui amanhã. Por um lado, as probabilidades de que isso seja verdade são infinitamente baixas, mas por outro lado… AHHHHH! [Cracked]

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