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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Bateria funciona há 175 anos com a mesma carga

Seria maravilhoso se as baterias de eletrônicos durassem tanto quanto esta bateria que já funciona há 175 na Universidade de Oxford. Claro que ela é uma bateria muito simples e não seria forte o suficiente para fazer eletrônicos funcionarem, mas a ideia em si já é atraente.
Tudo começou em 1840, quando um experimento desenvolvido no Laboratório Clarendon não acabou como o esperado. Até hoje, os pesquisadores não entendem como a Campainha de Oxford Electric Bell (ou Pilha-de-Volta de Clarendon) não parou de funcionar.
Esta bateria inclui dois sinos de latão semelhantes a campainhas de hotel posicionadas lado a lado com um pequeno badalo entre os dois, suspenso por um fio. Acima dos sinos, há duas pilhas secas conectadas em série. O badalo de 4 mm de diâmetro toca os sinos alternadamente devido à força eletrostática, provocando percussão mínima nos sinos, que mal emitem som alto suficiente para ser captado pelo ouvido humano em condições normais. Como o experimento é protegido por duas camadas de vidro, esse som não pode ser ouvido por quem visita a exposição da Universidade de Oxford.
Quando o pêndulo toca um sino, ele é carregado por uma das pilhas, e é repelido por eletrostática, sendo atraído pelo sino oposto. Ao se aproximar do outro sino, o processo se repete.
O que impressiona neste experimento é que o movimento do martelo ainda não terminou, gerando o som por 175 anos. Estima-se que os sinos já tenham tocado mais de 10 bilhões de vezes.
A Campainha de Oxford, porém, não é um moto-perpétuo. Em algum momento ela irá parar de tocar, quando as pilhas distribuírem suas cargas igualmente. Isso pode levar um bom tempo, tanto que há a possibilidade de que o badalo se desmanche antes das pilhas pararem de funcionar.
A bateria em questão funciona como uma pilha seca de Giuseppe Zamboni, criada em 1812. Ela é uma bateria eletrostática feita com discos de folhas de prata, folhas de zinco e papel. Os discos têm aproximadamente 20 mm de diâmetro e são empilhados. É necessário empilhar milhares discos que são comprimidos em um tubo de vidro.

(Fonte: Hypescience)

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